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The Loved One, de Evelun Waugn.
Ontem li The Loved One, escrito por Evelyn Waugh, numa tacada só. Ganhei o livro de uma amiga no Natal e ontem comecei a folheá-lo quando terminei o do Pamuk e não consegui parar.
O livro é curtinho, 130 páginas e a linguagem não muito difícil. Conta a história de três personagens, Mr. Joyboy, que trabalha num funerária embalsamando corpos, Dennis Barlow que também trabalha numa funerária, mas para animais e Aimée, que trabalha na funerária número um, embelezando os cadáveres, nome técnico, “corpse beautician”. “The Happier Hunting Ground” é o nome da funerária para animais e “Whispering Glades” o nome da funerária para humanos.
A histótia se passa em Los Angeles, nos anos trinta eu acho (o autor não dá nenhuma data específica). Os três personagens formam um triângulo amoroso, que acaba em tragédia. Mr. Joyboy e Aimée são americanos mas Dennis Barlow e inglês e diz que pretende voltar para a sua terra para morrer.
Dennis Barlow atende um telefonema e vai até a casa de um família rica, onde o cachorro morreu. A mulher se encontra num estado de histería e então o marido resolve os últimos detalhes.
‘I am the Happier Hunting Ground,’ said Dennis.
‘Yes, come along in.’
Dennis opened the back of the wagon and took out an aluminium container. ‘Will this be large enough?’
‘Plenty.’
They entered the house. A lady, also dressed for the evening in a long, low gown and a diamond tiara, sat in the hall with a glass in her hand.
….
‘Shall we discuss arrangements now, or would you prefer to call in the morning?’
‘I’m a pretty busy man mornings,’ said Mr Heinkel. ‘Come into the study.’
There was a tray on the desk. They helped themselves to whisky.
‘I have our brochure here setting out our service. Were you thinking of interment or incineration?’
‘Pardon me?’
‘Buried of burned?’
‘Burned, I guess.’
‘I have some photographs here of various styles of urn.’
O livro todo é assim, e o humor do autor é impagável. Um humor negro, característico de quem trabalha com essas coisas.
Ganhei o livro dessa minha amiga e ela disse que eu iria adorar porque sabe que eu entenderia o senso de humor do autor. Nem todos acham graça, mas acho que é preciso ter uma certa leveza e senso de humor para conseguir enfrentar as tragédias.
Fazia tempo que não pegava um livro assim, onde ao começar, fica impossível parar. Adorei, adorei, adorei!
Nota: 9.
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Neve, de Orhan Pamuk
O livro do autor turco, Orhan Pamuk, conta a história de um jornalista turco exilado em Frankfurt, que volta para Istanbul para o enterro de sua mãe e depois vai até uma pequena cidade na Turquia chamada Kars (neve em turco), para cobrir a onda de suicídios entre meninas muçulmanas, que são forçadas a removar seus lenços por causa de uma nova regra escolar.
Durante a sua estadía, um show de teatro televisionado se transforma em um golpe militar. Ka, o jornalista, também sofre transformações durante sua estadia. Ele retoma a sua escrita e consegui escrever diversos poemas, que “chegam” a ele nas situações mais inusitadas. Ele também se apaixona por uma colega de escola e sofre com a indecisão se ela irá ou não aceitar seu convite de voltar com ele para a Alemanha.
Durante a trajetória da narrativa, o autor coloca o leitor nos dois lados desse conflito: os muçulmanos contra os resto do mundo; o leste e o oeste, de uma maneira que nenhum outro autor jamais conseguiu e fica mais fácil entender os dois lados do conflito. Orhan Pamuk ganhou o prêmio Nobel de Literatura em 2006.
Ainda não terminei de le-lo, mais por falta de tempo, mas falta pouco.
Terminei de le-lo ontem e achei interessantíssimo. Pamuk realmente nos leva para o outro lado do “problema”, se é possível dizer isso. Usa um exemplo criado na pequena cidade do livro, Kars, e mostra como as pessoas acabam se manifestando, se unindo e se rebeliando contra os Europeus e não muçulmanos. Se concentra também bastante em mostrar o que aconteceu num colégio religioso, onde meninos se unem e viram “revolucionários” na cidade.
Pamuk toca também no assunto do lenço na cabeça. Há um momento onde o assunto é o centro das atenções no livro, mostrando até como meninas escolhem cometer suicídio ao invés de descobrir a cabeça.
Posso dizer que o assunto abordado no livro é extremamente atual e recomendo o livro para quem tiver interesse.
Nota: 7.