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Neve, de Orhan Pamuk
O livro do autor turco, Orhan Pamuk, conta a história de um jornalista turco exilado em Frankfurt, que volta para Istanbul para o enterro de sua mãe e depois vai até uma pequena cidade na Turquia chamada Kars (neve em turco), para cobrir a onda de suicídios entre meninas muçulmanas, que são forçadas a removar seus lenços por causa de uma nova regra escolar.
Durante a sua estadía, um show de teatro televisionado se transforma em um golpe militar. Ka, o jornalista, também sofre transformações durante sua estadia. Ele retoma a sua escrita e consegui escrever diversos poemas, que “chegam” a ele nas situações mais inusitadas. Ele também se apaixona por uma colega de escola e sofre com a indecisão se ela irá ou não aceitar seu convite de voltar com ele para a Alemanha.
Durante a trajetória da narrativa, o autor coloca o leitor nos dois lados desse conflito: os muçulmanos contra os resto do mundo; o leste e o oeste, de uma maneira que nenhum outro autor jamais conseguiu e fica mais fácil entender os dois lados do conflito. Orhan Pamuk ganhou o prêmio Nobel de Literatura em 2006.
Ainda não terminei de le-lo, mais por falta de tempo, mas falta pouco.
Terminei de le-lo ontem e achei interessantíssimo. Pamuk realmente nos leva para o outro lado do “problema”, se é possível dizer isso. Usa um exemplo criado na pequena cidade do livro, Kars, e mostra como as pessoas acabam se manifestando, se unindo e se rebeliando contra os Europeus e não muçulmanos. Se concentra também bastante em mostrar o que aconteceu num colégio religioso, onde meninos se unem e viram “revolucionários” na cidade.
Pamuk toca também no assunto do lenço na cabeça. Há um momento onde o assunto é o centro das atenções no livro, mostrando até como meninas escolhem cometer suicídio ao invés de descobrir a cabeça.
Posso dizer que o assunto abordado no livro é extremamente atual e recomendo o livro para quem tiver interesse.
Nota: 7.